Saiba como os próximos 10 anos serão decisivos para o futuro do planeta.
O assunto ‘gestão de resíduos’ vem ganhando destaque de uns anos para cá, ainda que o tema tenha sido citado há algum tempo. A verdade é que a cada ano observamos um aumento da conscientização ambiental nas pessoas, que se reflete também nas empresas.
A ISWA - International Solid Waste Association destaca muito bem em sua publicação mais atual “O futuro do setor de gestão de resíduos”, que esta década tem uma oportunidade única: implementar ações positivas para o meio ambiente.
O aproveitamento dessa oportunidade é fundamental para diminuirmos a degradação do planeta com o aquecimento global. Considerando o momento em que estamos, sabemos que temos muitos desafios para o presente e o futuro da gestão de resíduos.
Neste conteúdo destacaremos, principalmente, os dados pesquisados pela ISWA e exemplificaremos, na prática, como o Grupo Urbam vem trabalhando na sua gestão de resíduos.
Vamos lá?
A evolução da gestão de resíduos na última década
Há mais de 100 anos a gestão de resíduos no país era feita de forma totalmente insalubre, infelizmente, pelos escravos, que eram obrigados a carregar os barris de excrementos e todos os tipos de resíduos.
O Brasil levou muitos anos para estruturar o setor de saneamento básico. Antes da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS, estabelecida em 2010, havia uma deficiência muito maior.
No entanto, mesmo 13 anos depois da lei instituída, o setor ainda é heterogêneo, deficitário e com grandes contrastes regionais.
Segundo a Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública), ainda existem cerca de 2.700 lixões ao ar livre no país e 40,5% de todos os resíduos sólidos urbanos (RSU) produzidos no Brasil, não têm destinação final ambientalmente adequada.
Esses são problemas relacionados ao manejo incorreto de rejeitos domésticos, industriais e dos serviços públicos que desembocam numa preocupante estatística ambiental.
De acordo com a Promotora de Justiça e Coordenadora da Câmara Temática de Saneamento, a PNRS trouxe obrigatoriedade e clareza para todos os geradores de resíduos:
“O setor há muitos anos carecia de um ordenamento racional, com clara
definição de responsabilidades. Hoje, União, Estados, Municípios, iniciativa privada e cidadãos tem um claro papel a cumprir”
A gestão adequada dos resíduos também pode contribuir na agenda climática, ao apresentar um potencial considerável de diminuição na emissão de gases do efeito estufa (GEE).
O Panorama de Resíduos Sólidos 2022 da Abrelpe, mostra uma tabela com o potencial de descarbonização da destinação final até 2040 (apenas em casos de resíduos que seguirão para unidades de tratamento biológico):
Fonte: adapt. pelo Grupo Urbam do Panorama Abrelpe 2022
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Em 2019 a ONU — Organização das Nações Unidas, publicou a existência de 8 bilhões de pessoas no mundo, grande parte delas vivem em cidades. Há uma estimativa que em 2050 essa proporção aumente em 70%.
Nessa circunstância, é necessário aplicar o conceito de smart cities. Para ser considerada uma cidade inteligente, é preciso que ela utilize aparatos tecnológicos e atenda às exigências de segurança, mobilidade, sustentabilidade e conectividade.
As tecnologias mais utilizadas atualmente na área de gestão de resíduos no Brasil, são os aplicativos para smartphones, que facilitam a rotina das empresas que contratam essa solução.
No Grupo Urbam, já utilizamos um aplicativo desenvolvido internamente para facilitar a rotina de nossos clientes, esse formato é pioneiro na área. Além da implementação da IoT (Internet das Coisas), com tablets e GPS para monitorar as rotas.
Em países como Cingapura, Holanda e Japão, já foram adotadas tecnologias como:
Sensores inteligentes que monitoram o nível de enchimento das caçambas de lixo;
AI e robótica para automatizar a separação de resíduos;
Sistemas de rastreamento de resíduos;
Tecnologias de tratamento térmico para a captura do metano e a produção do biogás.
Da transformação de resíduos em energia a um futuro promissor
Transformar lixo em Biometano e combustível limpo já é uma realidade no Brasil. O biogás é gerado no processo anaeróbico de decomposição da matéria orgânica, ele é composto de metano (CH4) e gás carbônico (CO2), que se transforma em biometano ao ser purificado.
Segundo a Agência Brasil, o Rio de Janeiro é pioneiro em geração de Biometano, o estado abriga duas usinas, administradas pelo aterro sanitário local, considerado o maior da América Latina, com capacidade de produzir 200 mil metros cúbicos diários de resíduos, volume capaz de encher o tanque de 13 mil veículos.
A expectativa é de que uma das unidades consiga gerar uma quantidade de 73 milhões de metros cúbicos de gás natural renovável (GNR).
Oportunidades na gestão de resíduos para a década
Conforme mencionamos no início do blog, a publicação de 2022 da ISWA intitulada "O Futuro do Setor de Gestão de Resíduos: Tendências, Oportunidades e Desafios para a Década”, serviu como inspiração e também foi utilizado como fonte de pesquisa para a elaboração deste artigo.
A publicação destaca as oportunidades e o potencial de contribuição para o presente e futuro do setor de resíduos. Destacamos algumas delas:
Proteger a natureza e os ecossistemas
Diminuir as mudanças climáticas
Proteger a saúde humana e melhorar a qualidade de vida
Produzir energia e combustíveis verdes e renováveis
Fornecer matérias-primas secundárias, nutrientes e materiais para melhoria da qualidade do solo
Contribuir para o desenvolvimento econômico por meio da geração de emprego e renda para as cidades e regiões
Por fim, espera-se que a gestão de resíduos não seja mais um setor ultrapassado e desorganizado, que não cuida dos materiais com o devido valor, para se tornar um setor que utilize tecnologia e organização a seu favor, em prol de um bem comum.
Desafios na gestão de resíduos atuais e para a década
Para toda oportunidade sempre haverá um desafio e no setor de gestão de resíduos isso já virou rotina.
Ainda citando a publicação do ISWA, destacamos alguns desafios que já estão presentes no dia-a-dia da gestão e permanecerão no decorrer dessa década.
• Baixa cobertura de coleta
• Falta de destinação adequada para todos os resíduos gerados
• Poluição causada por práticas inadequadas (descarte irregular,
lixões com queima a céu aberto, etc.)
• Baixa demanda por matérias-primas secundárias
• Substâncias nocivas/perigosas na composição dos materiais
• Falta de financiamento/recursos mínimos necessários
Os desafios serão ultrapassados quando todos cooperarem e trocarem experiências para evitar prejuízos e falhas irreparáveis para o planeta.
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Olhando para o futuro da gestão de resíduos
A gestão de resíduos ideal depende de todos nós, é um trabalho diário e em conjunto. O mundo inteiro se reúne na 28ª edição da Conferência das Partes, a COP28 nos Emirados Árabes Unidos, para discutir assuntos pertinentes relacionados ao meio ambiente.
O evento visa revisar os posicionamentos ambientais e ações de cada país, com foco na discussão da estabilidade das concentrações de gases causadores do efeito estufa (GEE) lançados à atmosfera.
No entanto, é importante que cada um de nós modifique o quanto antes nossas ações. Segundo o CEO do Grupo Urbam Guilherme Almeida, teremos alguns anos com o mesmo cenário que já temos hoje, as pessoas continuarão buscando o caminho mais fácil para a sua gestão de resíduos.
Porém, daqui há uns 10 anos, a nova geração iniciará suas lideranças em empresas e deverão tomar decisões mais sustentáveis. Elas poderão mudar esse cenário.
Uma década decisiva para a gestão de resíduos
Conforme o IBGE, na última década, tivemos um aumento de 12,3 milhões de pessoas no planeta. Isso exigirá uma melhoria e expansão no setor de gestão de resíduos e logística reversa.
Dito isto, será necessário investir mais na educação e uma boa gestão de resíduos. Por isso, o Grupo Urbam trabalha diariamente para cumprir a sua missão e compromisso de um futuro mais sustentável.
Vamos juntos fazer parte de um futuro sustentável!
Gestão de resíduos de qualidade é no Grupo Urbam!
Visando melhorar as estatísticas apresentadas nesse artigo, o Grupo Urbam tem se dedicado por mais de duas décadas a contribuir com uma cidade mais limpa e sustentável, por meio da gestão de resíduos.
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