49,9% dos brasileiros ainda despejam resíduos em lixões irregulares
Este é um dado apresentado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) e a PwC Brasil.
Há mais de uma década, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil, mais conhecida como PNRS. A norma traz o conceito da responsabilidade compartilhada aos geradores pelo ciclo de vida dos produtos.
Mesmo diante da lei, o estudo indica que apenas 41,5% das administradoras municipais do país optaram por adquirir algum sistema de individualizado de gestão de resíduos.
Em paralelo a este dado, existe o descarte incorreto do lixo de empresas e domicílios, sendo levados a lixões irregulares por falta do manejo correto.
Este é um ocorrido corriqueiro que precisa ser visto com mais atenção pelos brasileiros.
Pensando nisso, preparamos um artigo completo para você entender o que é o resíduo extraordinário e evitar o seu despejo em lixões.
Leia até o final deste artigo e descubra qual o caminho correto para o descarte de seus resíduos. Vamos começar?
A realidade do descarte de resíduos no Brasil
Como citamos na introdução deste artigo, a sociedade ainda não tem a devida preocupação com seus resíduos. 49,9% dos brasileiros ainda despejam resíduos em lixões irregulares, este é um dado pesquisado pela Selurb em 2020.
Já em 2022, o ISLU (Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana) estimou que 50% das cidades ainda despejam resíduos em lixões e mais de 17 milhões de brasileiros não têm coleta de lixo em suas casas ou empresas.
Agora, em 2023, ainda nos deparamos com um déficit na área relacionada a gestão de resíduos de várias regiões.
Dito isto, constata-se que apenas 4% do que é descartado, é reciclado. Preocupante? Com certeza!
Muitas cidades do Brasil já possuem aterros sanitários licenciados, porém, ainda há um caminho logo a ser percorrido.
Os resíduos produzidos em grande quantidade, vão parar em depósitos de lixo a céu aberto (lixões). Por lá, outras pessoas retiram seu sustento, no entanto, podem se contaminar com doenças.
Esses resíduos também contaminam o solo, produzindo gases tóxicos, que aumentam os riscos de proliferação de doenças.
Isso acarreta num desafio que envolve todos nós: o descarte CORRETO!
A poluição está ligada ao descarte incorreto de resíduos
Culturalmente, nossa população não apresenta tanto interesse na destinação dos resíduos. Essa preocupação é remanejada para o serviço de coleta pública, de forma que o problema do resíduo é resolvido após a coleta.
A consequência dessa cultura leva também ao desinteresse em reduzir a geração individual de lixo, infelizmente, a maioria dos brasileiros não pensa na preservação de recursos naturais ou no reaproveitamento de materiais.
Os resíduos abandonados em lixões irregulares, a queima do lixo e a fumaça poluem a qualidade do ar que respiramos, além de ajudar na proliferação de pragas urbanas.
Segundo o levantamento do Departamento de Economia do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), os lixões e a queima irregular de resíduos são responsáveis por cerca de 6 milhões de toneladas ao ano de gás do efeito estufa, o metano e o gás carbônico (CH₄ e CO₂).
Para o espanto de todos, o total é equivalente ao gás gerado por 3 milhões de carros movidos a gasolina anualmente.
Entretanto, é de extrema importância que a cultura do descarte evolua. Devemos lembrar que somos todos consumidores e responsáveis pelos nossos resíduos, por isso, temos um papel fundamental em sua destinação final.
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Qual a diferença entre os lixões e os aterros sanitários?
Os aterros sanitários são terrenos preparados por engenheiros ambientais especializados. O solo é preparado com impermeabilizantes para receber o lixo, depois comprimidos por tratores, logo após são aterrados para evitar o mau cheiro e por fim, o processo de captação dos gases e chorume é iniciado para a geração de energia.
Já os lixões são terrenos ao ar livre totalmente despreparados, locais clandestinos a céu aberto onde todos os tipos de resíduos são descartados incorretamente. Eles recebem resíduos de diversas regiões sem qualquer forma de organização, supervisão ou licenciamento.
De acordo com a ISWA 2022 (International Solid Waste Association), a geração de resíduos sólidos aumentará de 2 bilhões em 2016, para 3,4 bilhões de toneladas até 2050, sendo que a maior parte desse aumento será visto em países de baixa renda, onde a geração deve triplicar.
O que diz a Lei?
A Lei Municipal do Rio de Janeiro Nº. 3273 - Comlurb/2001, responsabiliza os geradores de resíduos pela gestão dos resíduos desde a segregação até a destinação final. Os geradores
que produzem acima de 120 litros ou 60 quilogramas de resíduos, deixarão de ser atendidos pela coleta pública de limpeza urbana.
Ao exceder esse limite, o estabelecimento ou domicílio deverá contratar um serviço de remoção dos resíduos sólidos especiais para realizar o manuseio, coleta, transporte, valorização, tratamento e disposição final.
A Lei Federal - Nº 12.305/2010, implementa a Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo a gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público.
O Le Cordon Bleu é uma grande rede internacional de ensino da culinária francesa e há 4 anos escolheu o Grupo Urbam para fazer a gestão de seus resíduos extraordinários.
Fonte: Internet
Inovações sustentáveis para os resíduos
Segundo a ISWA, esta década será marcada pela tecnologia, pois ela se tornará comum e também mudará fortemente a indústria de resíduos.
Isso inclui tendências como IoT (em português, Internet das Coisas) para aplicar nas coletas de resíduos, por exemplo, pelo uso de tablets para motoristas e coletores. Veículos elétricos, monitoramento e controle para as rotas, também já são utilizadas.
Aqui, no Grupo Urbam, já implementamos todas essas tecnologias, além de sermos pioneiros na elaboração do aplicativo Urbam, nele, o cliente tem uma visão geral do seu contrato, histórico de todas as suas coletas e total autonomia para solicitar uma coleta fora da agenda.
Fonte: adaptado de How Industry 4.0 Transforms the Waste Sector, ISWA, 2019.
O futuro dos resíduos pode ser extraordinário
Neste artigo, podemos ter a percepção de que um simples descarte incorreto pode apresentar uma série de efeitos prejudiciais para o meio ambiente e aos seres humanos.
Anos atrás, esse tema era subestimado, hoje, o impacto negativo se revela de diversas formas, desde a contaminação de solos e águas até o comprometimento da biodiversidade com o efeito estufa.
Essa constatação reforça a importância de adotar práticas conscientes e responsáveis, não apenas como uma medida de inclusão, mas também como um compromisso com o futuro.
A sua empresa precisa de uma gestão de resíduos especializada?
Há mais de 20 anos, o Grupo Urbam se destaca não só pela sua inovação no setor de resíduos, mas também pelo cuidado com seus clientes e parceiros.
Demonstrando uma atenção constante, a empresa se empenha em educá-los com o olhar atento às necessidades das gerações futuras.
Vem com a Urbam e tenha a melhor gestão de resíduos do Rio de Janeiro!
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