Confira a lista completa com todos os tipos de resíduos biológicos
Em março de 2018, a Anvisa determinou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) de número 222, com o objetivo de orientar os geradores de resíduos dos serviços de saúde para garantir a destinação adequada e a gestão correta dos resíduos biológicos e perfurocortante.
Os resíduos possuem riscos potenciais que se intensificam quando são manipulados de maneira incorreta ou não são devidamente acondicionados e descartados.
Esses resíduos são comumente gerados em ambientes como hospitais, unidades de saúde e clínicas veterinárias. Por essa razão é essencial que todos os responsáveis pela sua geração compreendam a importância de aprofundar seus conhecimentos sobre os resíduos biológicos.
Desta forma, a gestão de resíduos promove a redução dos riscos à saúde do trabalhador e influencia na minimização da geração de resíduos, gerando menos impactos ao meio ambiente.
Continue com a leitura deste conteúdo para conhecer todas as classes e identifique quais materiais são considerados biológicos.
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Os 5 grupos dos resíduos biológicos
Todo resíduo biológico gerado pode conter bactérias, fungos, vírus, micoplasmas, príons, parasitas, linhagens celulares e toxinas. Portanto, é crucial dedicar atenção especial desde a manipulação inicial dos materiais até o descarte final.
Segundo a RDC n.º 222/2018,os resíduos biológicos são divididos em 5 grupos, veja abaixo:
Grupo A1 - São resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção:
Culturas e os estoques de microrganismos;
Os resíduos de fabricação de produtos biológicos (exceto os de medicamentos hemoderivados);
Os meios de cultura e os instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas;
Resíduos de laboratórios de manipulação genética (devem ser tratados).
Grupo A2 -
Peças anatômicas de animais (membros): carcaças, vísceras ou resíduos derivados de animais utilizados por experimentos com inoculação de microrganismos.
Cadáveres de animais suspeitos de alguma infecção epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não a estudo anatomopatológico, ou confirmação diagnóstica.
Grupo A3
Peças anatômicas (membros humanos), produto de fecundação sem sinais vitais, com peso máximo de 500 gramas, idade gestacional menor de 20 semanas ou estatura menor que 25 centímetros.
✅IMPORTANTE: esses materiais terão valor científico ou legal, caso os familiares não queiram levar esse membro.
Grupo A4
Kits de linhas arteriais, endovenosas e dialisadores;
Filtros de ar, gases aspirados de áreas contaminadas, membrana filtrante de equipamento hospitalar;
Sobras de amostras em recipientes contendo fezes, urina e secreções, provenientes de pacientes que não estejam na classe de risco 4 e nem apresentem risco epidemiológico;
Tecidos adiposos derivados de lipoaspiração, lipoescultura ou qualquer outro procedimento de cirurgia plástica;
Resíduos de assistência médica que não contenha sangue ou líquido corpóreo;
Órgãos e tecidos, incluindo a placenta, ou outros resíduos provenientes de procedimentos cirúrgicos e de estudos anatomopatológicos;
Carcaças, vísceras, peças anatômicas (membros), ou resíduos derivados de animais utilizados por experimentos (NÃO inoculados por micro-organismos);
Bolsas transfusionais vazias ou resíduos pós-transfusão.
Grupo A5
Resíduos de saúde possivelmente contaminados por príons, incluindo órgãos, tecidos, fluidos orgânicos e materiais perfurocortantes.
A Príon é uma proteína infecciosa capaz de provocar doenças cerebrais degenerativas que acometem diferentes espécies, inclusive os seres humanos.
Lâminas de barbear, agulhas, escalpes;
Ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas;
lâminas de bisturi, lancetas, lâminas e lamínulas;
Tubos capilares, micropipetas, espátulas e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório
✅IMPORTANTE: todos esses grupos devem sempre ser encaminhados para tratamento nível 3 de inativação microbiana, utilizando métodos como micro-ondas, autoclave ou incineração.
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