Um guia completo para você seguir o melhor caminho sustentável.


Não descarte nem no reciclável, nem no comum. Você sabia que, para as lâmpadas, existe uma forma de descarte muito mais segura e sustentável?


Além do meio ambiente, as lâmpadas prejudicam a saúde dos seres humanos. Quando descartadas e quebradas de forma incorreta, elas liberam substâncias tóxicas como o tungstênio e o mercúrio.


Para evitar que essas substâncias contaminem o solo, rios e mares e até cause chuvas ácidas, é necessário adotar o cuidado do descarte correto.


Pensando nisso, preparamos um material informativo e educativo para que você conheça os riscos do descarte incorreto desse produto que é tão essencial para o nosso dia a dia.


Vem ler esse artigo super necessário!


Do fogo à energia


Velas, candelabros, lamparinas e lampiões, eram invenções famosas antes da invenção da luz elétrica. Algumas delas só utilizavam o fogo como material, outras, vidro, fogo e óleo como combustível. Foram diversas tentativas de usar a eletricidade para produzir luz.


Foi então que em 1879, Thomas Edson testou o carvão para fazer o filamento a ser energizado e após mil tentativas, com um bulbo de vidro a vácuo contendo um filamento com algodão carbonizado, uma luz amarela e vermelha começou a ser emitida.


Edson foi o grande inventor da lâmpada incandescente, que se tornou muito necessária para a indústria e medicina.


De acordo com Samara Konno, cientista social da Universidade de São Paulo (USP), após a descoberta do fogo, a lâmpada elétrica foi uma grande transformadora da sociedade na história do mundo.




Durante os séculos, a população mundial foi reduzindo o uso da luz incandescente, uma vez que foi trocada por outras com materiais mais modernos.


Quer saber quais são as lâmpadas mais comuns, os materiais e seus elementos químicos? Role para o próximo tópico.


Quais são os tipos de lâmpadas e seus compostos?


Quando o assunto é iluminação, perdemos a conta das variações de tipos, modelos, materiais e tecnologias existentes desde a sua invenção. 


Por essa razão, é importante darmos a devida atenção para a forma de descartar cada uma delas. Abaixo, apresentamos uma lista das lâmpadas mais utilizadas e seus componentes:


  • Fluorescentes - vidro, plástico, poeira fosforosa e Mercúrio;

  • Mista - gás, fósforo e tungstênio;

  • LED (Lighting Emitted Diodes) - arseneto, alumínio e gálio, chumbo, cerium, europium e níquel;

  • Neon - gás neônio;

  • Halógenas - halogênio, Iodo, flúor ou bromo, tungstênio e quartzo;

  • Vapor de Sódio - sódio, mercúrio e xénon;

  • Vapor Metálico - mercúrio, gálio, índio, quartzo, cerâmica, sódio, disprósio e tálio;

  • Vapor Mercúrio - mercúrio, árgon, sódio, índio e tálio, disprósio e estanho;

  • Fibra Ótica - vidro, plástico e pvc;

  • Incandescente - tungstênio, gás azoto, árgon e crípton.


Como observamos, o mercúrio está presente na lâmpada mais utilizada, a fluorescente. O material é um metal pesado e libera a neurotoxina, nociva ao meio ambiente e a saúde dos seres humanos.

 

Segundo Pawlowski (2011), o mercúrio representa uma ameaça para o meio ambiente global, pois é um poluente tóxico persistente e bioacumulativo, por isso não pode ser eliminado da natureza.


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Impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de lâmpadas. 




Como destacado no tópico anterior, o mercúrio contido em lâmpadas fluorescentes e em algumas outras, pode ser liberado para as matrizes solo, ar e água. 


No início do século XXI, 41 toneladas de mercúrio foram liberadas para o ar, 0,8 t para a água e 106 t para a matriz solo nos Estados Unidos, é o que informa o artigo de 2007 publicado no Journal of Industry Ecology por Cain.


É preocupante a porcentagem de lâmpadas descartadas CORRETAMENTE no Brasil. Segundo a revista de Engenharia Sanitária Ambiental, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), em 2014 APENAS 6% de 206 milhões de unidades foram descartados de forma correta.


O descarte irregular gera um ciclo nocivo aos animais e seres humanos:


Descarte incorreto ➡️ Contato com a natureza ➡️ Peixes ingerem mercúrio ➡️ Humanos pescam e consomem peixes intoxicados.


Legislação e regulamentações



“Torna obrigatório que os estabelecimentos situados no estado do Rio de Janeiro, que comercializam lâmpadas fluorescentes, coloquem à disposição dos consumidores lixeira para a sua coleta quando descaradas ou inutilizadas, e dá outras providências.”



“Art. 1º Os fabricantes, distribuidores, importadores, revendedores e comerciantes de lâmpadas fluorescentes no Estado do Rio de Janeiro ficam obrigados a disponibilizarem recipiente para receber o referido produto, com a finalidade de providenciar o seu descarte em local apropriado, ou a sua reciclagem.”


Segundo a Lei 12.305/10, as lâmpadas devem ser consideradas resíduos perigosos e devem ser descartadas de forma coerente, visando a responsabilidade, sustentabilidade e bem-estar ambiental.


Além de tudo, o Acordo Setorial do Ministério do Meio Ambiente, assinado em 27 de novembro de 2014, estabelece que o recolhimento, tratamento e destinação final das lâmpadas fluorescentes, de vapor metálico, de sódio e as mistas devem ser destinadas à reciclagem.


Como descartar corretamente suas lâmpadas?




O descarte correto contribui em diversas etapas do processo de logística reversa. Tanto em residências, quanto nos estabelecimentos, precisamos tomar os devidos cuidados, desde a separação até o descarte.


Confira o passo a passo:


  • Cubra nariz e boca com uma máscara (por conta do pó de fósforo e mercúrio);

  • Acomode as lâmpadas numa caixa ou as envolva em um papelão para não quebrarem;

  • Numa etiqueta, informe o conteúdo do pacote para melhor identificação do profissional de coleta Urbam;

  • Entre em contato com o serviço da Urbam e agende sua coleta;

  • Após o recolhimento, nossos profissionais entregam os resíduos na parceira Lâmpada Legal para finalizar o processo de reciclagem.


“Com mais de 20 anos de experiência acumulada, o Grupo Urbam já contribuiu com a coleta e gestão de mais de 2.400.000 toneladas de resíduos no estado do Rio de Janeiro.” Guilherme Almeida - CEO do Grupo Urbam.


5 dicas de iluminação sustentável


  1. Troque as lâmpadas comuns por lâmpadas de LED


Pessoas físicas e jurídicas reclamam do custo inicial com a aquisição de lâmpadas LED, porém, poucas sabem que sua vida útil é longa. Além disso, elas chegam a economizar até 85% a mais do que uma luz incandescente.


As lâmpadas LED também não emitem radiação UV e não contêm mercúrio, ótimo para o processo de reciclagem e para o meio ambiente.


  1. Valorize a iluminação natural


Evite o uso de luz artificial no período da manhã. Procure aproveitar a luz natural, deixe as cortinas, janelas e portas abertas sempre que possível.


  1. Invista em recursos inteligentes


Hoje, o sensor de presença é o dispositivo mais utilizado em ambientes corporativos e condominiais. Eles são acionados apenas quando alguém circula por essa área e apagam as luzes alguns segundo depois que a pessoa deixar o espaço.


  1. Prefira um ambiente com cores claras


Pintar as paredes com cores claras é uma ótima maneira de reduzir o consumo de energia durante o dia.


  1. Descarte suas lâmpadas com a Urbam


O Grupo Urbam é especializado em remoção, transporte, valorização e destinação de resíduos. Entregue suas luzes queimadas nas mãos de quem preza pela sustentabilidade do planeta!


Curiosidades


  • A primeira luz criada por Thomas Edson se manteve acesa por 45 horas;

  • As lâmpadas demoram mais de 10 mil anos para se decompor, após depositado na natureza;

  • Após 2025, a comercialização de lâmpadas fluorescentes será finalizada. O acordo foi feito na Conferência das Partes (COP 4) da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio. 


O tratado mundial para eliminar e reduzir o uso de mercúrio foi assinado pelos 137 países participantes.


Conscientização e educação sobre o descarte adequado de lâmpadas.


Por meio desse artigo, foi possível entender a importância da luz elétrica para a sociedade, contudo, também conseguimos enxergar os malefícios que esse produto traz para o planeta, em casos de mal descarte.


Muito se fala hoje sobre sustentabilidade e seu impacto no desenvolvimento, entretanto, mundo ainda não encontrou o eixo entre a expansão da economia e o respeito ao meio ambiente.


O Anuário da Reciclagem publicado em 2022, mostra que mesmo a passos lentos, obtemos evolução. O crescimento de resíduos sólidos destinados à reciclagem em todo o Brasil foi de 23%, saltando de 1057,5 mil toneladas em 2019 para 1304,5 mil toneladas em 2021.


Crescimento acumulado da quantidade expandida, em mil toneladas, por macrorregião, entre 2019-2021.


Fonte: Banco de Dados do Anuário da Reciclagem.

Elaboração: LCA Consultores e Pragma Soluções Sustentáveis.


Nós do Grupo Urbam, estamos comprometidos em incentivar a educação sustentável para direcionar a população brasileira ao cuidado e descarte correto. A evolução pode ser lenta, porém, como vimos nos resultados do Anuário, se faz altamente necessária.

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