5 dicas para descartar corretamente o seu lixo eletrônico



Introdução


Os equipamentos elétricos e eletrônicos (EEE) tornaram-se uma parte essencial do dia a dia de nossas vidas. Sua disponibilidade e uso generalizado permitiram que grande parte da população global se beneficiassem de padrões de vida mais elevados. 


No entanto, a forma como produzimos, consumimos, e descartamos o lixo eletrônico é insustentável. Devido à lenta adoção da cobrança e reciclagem, consequências como o consumo de recursos, a emissão de gases de efeito estufa e a liberação de substâncias tóxicas durante a reciclagem informal são exemplos que ilustram o problema de não estarmos nos limites sustentáveis. 



Consequentemente, muitos países são desafiados pelos consideráveis ​​problemas ambientais e de saúde humana, fora os riscos de gerenciamento inadequado de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE), amplamente conhecido como lixo eletrônico


Mesmo os países com um sistema formal de gerenciamento de lixo eletrônico estão confrontados com taxas relativamente baixas de coleta e reciclagem. O Brasil é o quinto maior produtor mundial de lixo eletrônico e deve descartar mais de 2,5 milhões de toneladas este ano. 


Segundo o Monitor Global de Lixo Eletrônico 2020 da ONU, o mundo gera mais de 50 milhões de toneladas deste tipo de lixo por ano. Isso equivale ao peso de 265 baleias-azuis em celulares, notebooks, eletrodomésticos e outras peças eletrônicas descartadas. Infelizmente, a maioria desses resíduos é descartada incorretamente.


Aqui no Grupo Urbam, nós temos o compromisso de realizar a gestão correta dos resíduos produzidos pelos grandes geradores, sejam eles recicláveis ou não. Dessa forma, com o lixo eletrônico o cenário não é diferente. 


Ok, mas o que é o lixo eletrônico de fato? Continue lendo que neste artigo responderemos esta e mais outras perguntas sobre o assunto. Preparado? Vamos lá!


Entendendo o lixo eletrônico


Lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo ou Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE), é o termo utilizado para se referir a todos os equipamentos eletroeletrônicos, suas partes e acessórios que foram descartados por seus proprietários sem a intenção de reutilizá-los. 


Isso inclui uma ampla variedade de dispositivos, como computadores, tablets, monitores, teclados, impressoras, câmeras fotográficas, aparelhos de som, televisores, geladeiras, fogões, micro-ondas, rádios, telefones celulares, carregadores, baterias e pilhas.



Com o avanço da tecnologia e o lançamento constante de novos produtos no mercado, a quantidade de lixo eletrônico gerado tem aumentado significativamente. 


É importante que todos estejam cientes da importância do descarte correto desse tipo de resíduo para minimizar os impactos ambientais e garantir um futuro mais sustentável para todos.


O lixo eletrônico é composto por uma variedade de materiais, incluindo metais valiosos como aço, ouro e índio. No entanto, esses materiais são misturados com outros componentes tóxicos, como chumbo, cádmio e retardadores de fogo tóxicos. 


Quando o lixo eletrônico é descartado inadequadamente, esses materiais tóxicos podem contaminar o solo e os lençóis freáticos, colocando em risco a saúde pública e o meio ambiente3.


Segundo o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), cerca de 70% dos metais pesados encontrados em lixões e aterros controlados são provenientes de equipamentos eletrônicos descartados. 


Esses metais podem ser altamente tóxicos e prejudicar a saúde humana e o meio ambiente. Portanto, é importante que todos estejam cientes da importância do descarte correto, deste tipo de material, para minimizar os impactos ambientais.


De acordo com a Global E-waste Statistics Partnership (GESP), o volume de lixo eletrônico gerado no mundo aumentou 21% nos cinco anos até 2019, quando 53,6 milhões de toneladas métricas de lixo eletrônico foram geradas. 


O total do lixo eletrônico gerado aumentou 9,2 mega toneladas desde 2014 e deve crescer para 74,7 mega toneladas em 2030.

Tabela.1: crescimento mundial do lixo eletrônico nos últimos anos

Ano

Lixo Eletrônico (mega toneladas)

2014

44.4

2019

53.6

2030 (projeção)

74.7

Fonte: The Global E-waste Monitor


Riscos e impactos ambientais do descarte inadequado


O descarte inadequado do lixo eletrônico pode ter impactos ambientais significativos para poluição do solo, água e ar causada pelos resíduos eletrônicos. Além disso, os efeitos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente podem ser irreversíveis, ocasionando consequências irreparáveis para a biodiversidade e o ecossistema.


De acordo com uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 3% do lixo eletrônico produzido na América Latina é descartado corretamente e o restante, 97%, não é monitorado. 



Isso significa que grande parte desse lixo, que pode conter materiais de alto valor como ouro e metais que poderiam ser recuperados, está sendo desperdiçado e causando danos ao meio ambiente. O estudo aponta um desperdício de US$ 1,7 bilhão ao ano.


Outro fato alarmante é que anualmente, mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas são descartadas em todo o mundo. 


Apenas o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados. 


Esses números mostram a importância da conscientização sobre o descarte correto do lixo eletrônico para minimizar os impactos ambientais.


Ok, mas como podemos mudar este cenário? 


Como cuidar do lixo eletrônico: 5 dicas práticas


Confira a seguir, cinco dicas práticas para começar hoje mesmo a cuidar do seu lixo eletrônico. 


  1. Diminua o consumo


Repense na necessidade antes adquirir um produto eletrônico, esse é o primeiro passo para reduzir o impacto ambiental;


  1. Reutilize ou repare seus aparelhos


Antes do descarte, avalie se o aparelho eletrônico ainda pode ser reutilizado ou se precisa apenas de um reparo e reutilize;



  1. Devolva seus equipamentos velhos para o fabricante ou loja


Eles irão fazer a destinação correta, ou poderão enviá-los para a reciclagem;


  1. Doe para ONG’s

 

É uma ótima escolha para quem não encontrou um local para destinar seus aparelhos antigos. As ONG’s poderão reutilizar para inserir a inclusão digital em comunidades carentes;


  1. Faça o descarte correto dos seus eletroeletrônicos e eletrodomésticos 


Sempre existirá uma forma de descartar corretamente ou reutilizar seus aparelhos. O Grupo Urbam, por exemplo, atua neste mercado a mais de 20 anos, sendo a maior empresa de gestão de resíduos do Rio de Janeiro. 


Caso precise de uma solução ambientalmente correta, com todas as certificações necessárias, basta acessar o nosso site e agendar a sua coleta.


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Perigos de se descartar o vidro sem acondicionamento correto.


Responsabilidade compartilhada: O papel de cada cidadão


Cada um de nós possuímos responsabilidade neste cenário e reconhecer isso torna o processo de aprendizado mais fácil e rápido. 


Então, através da correta Identificação dos resíduos eletrônicos e de seus componentes, podemos destinar de maneira assertiva este tipo de material, de forma que possamos diminuir o seu impacto no meio ambiente.


Algumas das opções de descarte correto que podemos utilizar são: pontos de coleta, programas de reciclagem, empresas especializadas, como o Grupo Urbam.



Importante lembrar de ter precauções ao descartar dados pessoais e informações sensíveis junto com o seu lixo eletrônico, como o celular, por exemplo.


A importância da reciclagem de lixo eletrônico


A maioria dos componentes eletrônicos são feitos de plástico, vidros e metais. Devido a isso, todos eles podem ser reciclados. 



O processo inicial consta com os aparelhos sendo desmontados e as partes  transformadas em matéria-prima para a indústria. 


  • Confira agora alguns dos materiais que podem ser recuperados e reutilizados


A maioria dos componentes eletrônicos são feitos de plástico, vidros e metais. Devido a isso, todos eles podem ser reciclados. 


O processo inicial consta com os aparelhos sendo desmontados e as partes  transformadas em matéria-prima para a indústria. 


Grandes equipamentos: geladeiras, freezers, máquinas de lavar, fogões, ares condicionados, micro-ondas, grandes TVs, etc.


Pequenos equipamentos e eletroportáteis: torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores, mixers, secadores de cabelo, ferramentas elétricas, calculadoras, câmeras digitais, rádios, etc.


Equipamentos de informática e telefonia: computadores, tablets, notebooks, celulares, impressoras, monitores e outros.


Pilhas e baterias portáteis: pilhas modelos AA, AAA, C/D, recarregáveis, baterias portáteis de 9 V, etc.


Como os dados de E-waste contribuem para as ODS. 


Segundo o The Global E-waste Monitor 2020, “Em setembro de 2015, as Nações Unidas e todos os Estados-membros adotaram a ambiciosa Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Através desta ação, foi possível identificar 17 Objetivos para Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade para todos ao longo de um período de 15 anos.” 


Níveis crescentes de lixo eletrônico, tratamentos e descartes incorretos (por incineração ou em aterros sanitários, por exemplo) representam desafios significativos para o meio ambiente, a saúde humana e o alcance dos SGDs. - Forti V., Baldé C.P., Kuehr R., Bel G. The Global E-waste Monitor 2020: Quantities, flows and the circular economy potential. United Nations University (UNU)/United Nations Institute for Training and Research (UNITAR) – co-hosted SCYCLE Programme, International Telecommunication Union (ITU) & International Solid Waste Association (ISWA), Bonn/Geneva/Rotterdam.pág. 30.


O progresso em direção aos ODS e suas 169 metas são medidos por indicadores e estatísticas oficiais. Várias metas e indicadores já estão definidos ou atualmente no processo de medição como parte do monitoramento do progresso. Para maior controle, um grupo de agências foram definidas para orientar o processo. - - Forti V., Baldé C.P., Kuehr R., Bel G. The Global E-waste Monitor 2020: Quantities, flows and the circular economy potential. United Nations University (UNU)/United Nations Institute for Training and Research (UNITAR) – co-hosted SCYCLE Programme, International Telecommunication Union (ITU) & International Solid Waste Association (ISWA), Bonn/Geneva/Rotterdam.pág. 30.


Desta forma, obter dados assertivos aumenta a probabilidade de impactarmos positivamente a cenário ambiental atual.


Legislações e regulamentações relacionadas ao lixo eletrônico



A iniciativa Solving the E-waste Problem (StEP), envolvendo partes interessadas da indústria, academia, governos, ONGs e organizações internacionais, estabeleceu o seguinte conjunto de princípios orientadores para desenvolver sistemas de gerenciamento de lixo eletrônico e legislação:


  • Estabelecer uma estrutura clara para coleta e reciclagem do lixo eletrônico.

  • Introduzir a responsabilidade estendida do produtor para garantir aos produtores financiarem a coleta e reciclagem de lixo eletrônico.

  • Fazer cumprir a legislação em todas as partes interessadas para fortalecer o monitoramento e mecanismos de conformidade em todo o país, garantindo um jogo nivelado campo. 

  • Criar condições de investimento favoráveis ​​para que recicladores experientes trazer o conhecimento técnico necessário para o país.

  • Criar um sistema de licenciamento ou incentive a certificação via internacional padrões de coleta e reciclagem.

  • Se existir um sistema de coleta informal, use-o para coletar lixo eletrônico e garantir que o lixo eletrônico seja enviado para recicladores licenciados por meio de incentivos.

  • Quando não existem instalações locais de processamento final para uma fração de lixo eletrônico,

  • Garantir acesso bom e fácil ao tratamento licenciado internacionalmente instalações.

  • Garantir que os custos para operar o sistema sejam transparentes e estimular competição no sistema de coleta e reciclagem para aumentar os custos eficácia.

  • Garantir que todas as partes interessadas envolvidas na coleta de lixo eletrônico e reciclagem estão cientes dos potenciais impactos sobre o meio ambiente e saúde humana, bem como possíveis abordagens para o meio ambiente tratamento adequado do lixo eletrônico.

  • Criar consciência sobre os benefícios ambientais da reciclagem entre consumidores. (Magalini et al. 2016)


Aqui no Brasil, existem as leis e políticas públicas que asseguram respaldo jurídico sobre este tema. Conheça algumas delas abaixo.


  1. Lei n.º 12.305/10


conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é uma legislação atual e abrangente, contendo instrumentos significativos essenciais para impulsionar o progresso necessário do país no combate aos principais desafios ambientais, sociais e econômicos resultantes da má gestão dos resíduos sólidos.


  1. Decreto n.º 10.240, de 12 fevereiro de 2020 


Dispõe sobre a Política Nacional de Biocombustíveis (RENOVABIO) e dá outras providências.

 

  1. Decreto 10.936/2022 


regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ela foi instituída pela Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010. 


Integra a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com as diretrizes nacionais para o saneamento básico e com a política federal de saneamento básico, nos termos do disposto na Lei n°. 11445, de 5 de janeiro de 2007. doméstico e seus componentes colabora com esse modelo.


Curiosidades do mundo: América do Sul



O Brasil publicou em 2020 o “Acordo Setorial para a Implementação da Política Reversa Sistema de Logística de REEE de agregados familiares” para consulta pública, e sua formalização. A assinatura estava, também, prevista para 2020. 


Depois de promulgar a “Lei-Quadro de Gestão de Resíduos, o Produtor Alargado Responsabilidade e Promoção da Reciclagem” em 2016, o Chile também está trabalhando no regulamento de lixo eletrônico, que incluirá metas de coleta e reciclagem e definirá as diretrizes para a implementação de sistemas formais de coleta.


Sete anos após a implementação do Decreto 1.512 para resíduos de computadores, impressoras, e periféricos, a Colômbia está trabalhando em uma nova regulamentação para estender o EPR a todas as categorias de resíduos eletrônicos. Também, visa fazer ajustes no sistema de gestão integrada de lixo eletrônico, considerando as lições aprendidas e as diretrizes estabelecidas pela Lei WEEE 1672 e a Política Nacional de Gestão de REEE.


Olhando para trás, já em cinco anos desde a implementação de seu primeiro e-waste sistemas de gestão, o Peru vem avaliando a experiência de perto para que pode fechar brechas e fazer alinhamentos com a gestão geral de resíduos do país estratégia. 


Espera-se que o regulamento revisado seja publicado em breve e também estenderá o escopo das categorias de lixo eletrônico com uma meta de coleta obrigatória de pequenos e grandes eletrodomésticos e, em especial, aparelhos de refrigeração.


QUAIS ATITUDES NO DIA A DIA QUE PODEM DIMINUIR O IMPACTO NO MEIO AMBIENTE?


Existem várias atitudes que podemos tomar no dia a dia para diminuir o impacto no meio ambiente. Algumas delas incluem: economizar água, evitar o consumo exagerado de energia, separar os lixos orgânicos e recicláveis, diminuir o uso de automóveis, consumir apenas o necessário e evitar compras compulsivas e não jogar lixos nas ruas. 

Essas são apenas algumas das muitas atitudes que podemos tomar para preservar o meio ambiente. 


Fonte: desenvolvido por Vinicius Lorran do Grupo Urbam.


Confira a entrevista do presidente do Grupo Urbam sobre este tema clicando aqui e se aprofunde sobre a temática hoje mesmo. 


Ufa, chegamos ao final desta diferenciação, mas não acaba por aqui. Agora, você precisa por em prática, dia após dia, esforço para enraizar esses conceitos no seu cotidiano.

Ah, pode contar conosco nesta busca por novos aprendizados, quando falamos de resíduos, manejo, descarte, tratamento, acondicionamento entre tantos outros steps.

Até mais.

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Fonte: desenvolvido por Vinicius Lorran do Grupo Urbam.


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